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                                                Fevereiro Laranja: alerta para a leucemia, diagnóstico precoce e doação de medula óssea


Fevereiro Laranja é a campanha anual de conscientização sobre a leucemia, um câncer do sangue que tem origem a medula óssea e afeta produção de células sanguíneas. O objetivo da campanha é informar sobre os diferentes tipos da doença, os sinais de alerta, a importância do diagnóstico precoce e sensibilizar a população para a doação de medula óssea.  

A leucemia pode se manifestar de formas variadas, aguda ou crônica, mieloide ou linfoide,
dependendo da velocidade de evolução e do tipo de célula envolvida. Entre os tipos mais comuns estão: Leucemia mieloide aguda (LMA), Leucemia linfoide aguda (LLA), Leucemia mieloide crônica (LMC) e Leucemia linfoide crônica (LLC).   Quando a doença avança de forma rápida , como nas leucemias agudas, costuma ser necessária intervenção imediata, com tratamentos intensivos. Nas formas crônicas, a progressão costuma ser mais lenta, o que permite acompanhamento e intervenções planejadas.  

Os sintomas são variados e nem sempre específicos, o que reforça a importância de atenção médica e exames de rotina. Entre os sinais mais comuns estão: cansaço e fraqueza (por anemia), infecções recorrentes (devido à baixa imunidade), sangramentos ou hematomas fáceis (pela baixa contagem de plaquetas), febre, suor noturno, inchaço nos gânglios, dores nos ossos ou articulações, e aumento do baço ou fígado.   Com o diagnóstico precoce, aumentam muito as chances de tratamento eficaz e, em muitos casos, de cura.  

O tratamento depende do tipo de leucemia, da gravidade e da resposta do paciente, podendo incluir quimioterapia, terapias específicas, imunoterapia, e, em muitos casos, o Transplante de medula óssea. Esse transplante é considerado a principal estratégia curativa para vários subtipos da doença, especialmente os mais agressivos.  

Para que o transplante seja possível, é essencial haver um doador compatível e é aí que a doação voluntária de medula óssea se torna vital. Quem deseja doar precisa estar com boa saúde, geralmente ter entre 18 e 55 anos (ou conforme regulamento local), não ter histórico de doenças hematológicas ou infecciosas, e se cadastrar no banco de doadores.   O cadastro é feito por meio de um hemocentro e envolve a coleta de uma pequena amostra de sangue para tipagem genética (HLA), que depois será comparada com pacientes que necessitam de transplante.  

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registra cerca de 11.540 novos casos de leucemia por ano.   A doença está entre os tipos de câncer mais comuns no país, ocupando a 9ª posição nos homens e a 11ª entre as mulheres.   No mundo, a leucemia é reconhecida como um dos cânceres mais frequentes da infância e adolescência,
representando uma parcela significativa dos casos em menores de 14 anos.  

Com isso, a campanha Fevereiro Laranja reforça uma mensagem clara: conhecer os sinais da leucemia, realizar exames regulares e manter o cadastro de doador de medula óssea atualizado pode significar a diferença entre a vida e a morte. A adesão da sociedade é crucial para aumentar as chances de quem precisa de transplante encontrar um doador compatível, e para garantir que o diagnóstico chegue cedo, quando o tratamento é mais eficaz.